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2009 - Comemorou-se o Centenário da Beatificação de Joana d Arc
   
 
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Chinon


A partida de Vaucouleurs em direcção a Chinon onde reside o Rei, faz-se de noite num país em parte controlado pelos Bourguignons.
Antes de chegar a Chinon, Joana dita uma carta ao Rei onde lhe anuncia a sua chegada. Depois de debater a questão com os seus conselheiros Carlos VII (o delfim) recebe a Donzela na sala grande do Castelo de Chinon.

Ela vai direito ao Rei que estava disfarçado no meio dos nobres e fidalgos e divulga-lhe o essencial da sua mensagem: "Gentil delfim, tenho nome Joana a Donzela, e manda o Rei dos céus através de mim que você será consagrado e coroado na vila de Reims e você será tenente do rei dos céus que é o rei de França".

 Após questões que o Rei lhe coloca acrescenta: "Digo-te da parte de Deus que és o verdadeiro herdeiro de França e filho de rei e Ele me enviou a ti para te conduzir a Reims para que recebas a tua coroação e consagração, se o quiseres."

Impressionado com o que Joana lhe divulga o Rei decide que ela seja examinada por eclesiásticos em Poitiers. Foi concluído após os interrogatórios e exames que não havia nela nada de mal e nada contrário à fé católica e que na situação em que estava o rei e o reinado e pelo desespero do povo, o Rei bem podia receber a ajuda dela. Os mestres e doutores que a examinaram só encontraram o bem, humildade, virgindade, devoção, honestidade e simplicidade.

Enquanto o Rei prepara ajuda para Orléans, Joana vai a Tours onde lhe é feita uma armadura e um estandarte. Ela própria dá instruções para o estandarte, com uma imagem representando o Salvador (Cristo) sentado nas nuvens do céu rodeado de dois anjos um deles segurando a flor de lys.

 
Orléans, 29 de Abril de 1429

A ajuda alimentar que o Rei enviou chega a Orléans acompanhada por uma parte da armada estacionada em Blois.

Ao fim do dia Joana entra na vila e é recebida com alegria pelos habitantes já desesperados e em muito sofrimento com o cerco a Orléans. Com a sua chegada eles sentem-se reconfortados pois já ouviram falar da Donzela e da sua virtude e muitos tentam tocá-la ou ao seu cavalo.

Joana encontra o "bastardo d\'Orléans" Jean, que defende a vila cercada pelos inimigos.
 
4 de Maio de 1429 -  A armada real volta a Orléans e na presença de Joana conquista a bastilha de Saint-Loup.

 

6 de Maio de 1429 – Seguindo Joana a armada atravessa a região da Loire e conquista a bastilha "des Augustins" a sul das Tourelles.

7 de Maio de 1429 – A fortaleza das Tourelles que defende o acesso à ponte d'Orleans é conquistada pela armada real. Joana é ferida durante o assalto.

8 de Maio de 1429 – Enquanto uma missa é rezada entre as duas linhas de batalha, os ingleses abandonam a vila sem combate. O cerco a Orléans é levantado.

 

Seguidamente Joana d'Arc encontra-se com o Rei em Loches e tenta convencê-lo a partir para Reims para ser consagrado. Com esse objectivo é iniciada a campanha de Loire.
Sucessivamente, Jargeau a 12 de Junho, Meung a 15 de Junho, e Beaugency a 17 de Junho, são conquistados pelos franceses.

18 de Junho de 1429 – Batalha de Patay, grande vitória francesa. A armada inglesa está desorientada, grandes chefes militares ingleses estão em fuga ou presos.

29 de Junho de 1429 – Partida de Gien donde o Rei envia, a todas as vilas do seu reino e aos principais vassalos eclesiásticos e laicos, uma carta convidando-os a assistir ao seu coroamento em Reims.

 

Em menos de um mês Carlos VII ultrapassa as dificuldades desta travessia no país anglo-bourguignon. Se as vilas como Auxerre e Troyes se opõem à entrada do Rei, já as vilas de Châlons e Reims se submetem a Carlos VII.

16 de Julho de 1429 – O Rei entra em Reims aclamado pela multidão. No dia seguinte o arcebispo Regnault de Chartres coroa o Rei de França.
Nesse momento Joana teria gostado de tirar proveito do benefício moral deste evento para conquistar outras vilas para a sua causa e lutar contra os ingleses, mas o Rei prefere reatar os contactos diplomáticos com o Duque de Bourgogne.

São assinadas tréguas que impedem todos os combates excepto em Paris. As vilas ocupadas por ingleses ou bourguignons submetem-se sem combater.

 

7 - 8 de Setembro de 1429 -  Após algumas operações militares em Senlis e Saint-Denis, e apesar das reticências do Rei, Joana lança um assalto a Paris (durante este assalto é ferida), mas os franceses são coagidos a retirar sem luta.

21 de Setembro de 1429 – Carlos VII reconquista as margens da Loire e dá ordens a Selles-sur-Cher de dissolver a armada.



 
Últimas actividades militares


Outros combates são levados a cabo por Joana d'Arc, por exemplo em Saint-Pierre-le-Moûtier cercado a 2 de Novembro de 1429 e, em Novembro e Dezembro do mesmo ano em Charité-sur-Loire onde Joana tenta sem sucesso conquistar a vila.

Com Joana reduzida à inacção, o Rei a recompensa pelos seus feitos enobrecendo a sua família e dispensando de todos os impostos os habitantes da sua aldeia.

 

As negociações continuam entre o Rei e o Duque de Bourgogne.

Este último entra nas vilas de l'Oise, entre as quais Compiègne que recusa a sua autoridade.
Joana decide então de retomar as hostilidades.

16 de Maio de 1430 – O Duque de Bourgogne mete o cerco em frente a Compiègne.

22 de Maio de 1430Joana entra em Compiègne, de noite, sem o que o inimigo o saiba, escoltada por mercenários italianos e de tropas reais comandadas por Xaintrailles de La Hire.

23 de Maio de 1430 – De manhã, durante uma saída, Joana é capturada pelos Bourguignons.


 
Joana prisioneira


Durante sete meses, de 23 de Maio de 1430 a 23 de Dezembro, Joana está presa no Castelo de Beaulieu em Vermandois e no Castelo de Beaurevoir, perto de Saint-Quentin.

A 21 de Novembro, em Arras, ela é entregue a Henri VI, rei de França e de Inglaterra, do qual o Duque de Bourgogne é vassalo. A soma de 10000 écus foi quanto Henri VI pagou ao Duque de Bourgogne pela prisioneira. Até aí nunca um rei tinha pago tanto a um vassalo pela compra de um prisioneiro.
O seu resgate é negociado por Pierre Cauchon, bispo de Beauvais e antigo reitor da Universidade de Paris, encarregado de a julgar da acusação de heresia.

A 23 de Dezembro Joana é fechada no castelo de Bouvreuil em Rouen. Prisioneira de guerra é guardada por ingleses numa prisão laica. Ao mesmo tempo é-lhe instaurado um processo em matéria de fé.

A 30 de Maio de 1431, com 19 anos, Joana d'Arc é declarada culpada no processo de condenação e é queimada viva em Rouen.

 
 
 
 
 
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