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Chinon |
A partida de Vaucouleurs em direcção a Chinon onde reside o Rei, faz-se de noite num país em parte controlado pelos Bourguignons. Antes de chegar a Chinon, Joana dita uma carta ao Rei onde lhe anuncia a sua chegada. Depois de debater a questão com os seus conselheiros Carlos VII (o delfim) recebe a Donzela na sala grande do Castelo de Chinon.
Ela vai direito ao Rei que estava disfarçado no meio dos nobres e fidalgos e divulga-lhe o essencial da sua mensagem: "Gentil delfim, tenho nome Joana a Donzela, e manda o Rei dos céus através de mim que você será consagrado e coroado na vila de Reims e você será tenente do rei dos céus que é o rei de
França".
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| Após questões que o Rei lhe coloca
acrescenta: "Digo-te da parte de Deus que és o verdadeiro herdeiro de França e filho de rei e Ele me enviou a ti para te conduzir a Reims para que recebas a tua coroação e consagração, se o quiseres."
Impressionado com o que Joana lhe divulga o Rei decide que ela seja examinada por eclesiásticos em Poitiers. Foi concluído após os interrogatórios e exames que não havia nela nada de mal e nada contrário à fé católica e que na situação em que estava o rei e o reinado e pelo desespero do povo, o Rei bem podia receber a ajuda dela. Os mestres e doutores que a examinaram só encontraram o bem, humildade, virgindade, devoção, honestidade e simplicidade. |
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Enquanto o Rei prepara ajuda para Orléans, Joana vai a Tours onde lhe é feita uma armadura e um estandarte. Ela própria dá instruções para o estandarte, com uma imagem representando o Salvador (Cristo) sentado nas nuvens do céu rodeado de dois anjos um deles segurando a flor de lys.
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Orléans, 29 de Abril de 1429 |
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A ajuda alimentar que o Rei enviou chega a Orléans acompanhada por uma parte da armada estacionada em Blois.
Ao fim do dia Joana entra na vila e é recebida com alegria pelos habitantes já desesperados e em muito sofrimento com o cerco a Orléans. Com a sua chegada eles sentem-se reconfortados pois já ouviram falar da Donzela e da sua virtude e muitos tentam tocá-la ou ao seu cavalo.
Joana encontra o "bastardo d\'Orléans" Jean, que defende a vila cercada pelos inimigos. 4 de Maio de 1429 - A armada real volta a Orléans e na presença de Joana conquista a bastilha de Saint-Loup.
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6 de Maio de 1429 – Seguindo Joana a armada atravessa a região da Loire e conquista a bastilha "des
Augustins" a sul das Tourelles.
7 de Maio de 1429 – A fortaleza das Tourelles que defende o acesso à ponte d'Orleans é conquistada pela armada real. Joana é ferida durante o
assalto.
8 de Maio de 1429 – Enquanto uma missa é rezada entre as duas linhas de
batalha, os ingleses abandonam a vila sem combate. O cerco a Orléans é
levantado.
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Seguidamente Joana d'Arc encontra-se com o Rei em Loches e tenta convencê-lo a partir para Reims para ser consagrado. Com esse objectivo é iniciada a campanha de Loire. Sucessivamente, Jargeau a 12 de Junho, Meung a 15 de Junho, e Beaugency a 17 de Junho, são conquistados pelos franceses.
18 de Junho de 1429 – Batalha de
Patay, grande vitória francesa. A armada inglesa está desorientada, grandes chefes militares ingleses estão em fuga ou
presos.
29 de Junho de 1429 – Partida de Gien donde o Rei
envia, a todas as vilas do seu reino e aos principais vassalos eclesiásticos e
laicos, uma carta convidando-os a assistir ao seu coroamento em Reims.
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Em menos de um mês Carlos VII ultrapassa as dificuldades desta travessia no país anglo-bourguignon. Se as vilas como Auxerre e Troyes se opõem à entrada do Rei, já as vilas de Châlons e Reims se submetem a Carlos VII.
16 de Julho de 1429 – O Rei entra em Reims aclamado pela
multidão. No dia seguinte o arcebispo Regnault de Chartres coroa o Rei de
França. Nesse momento Joana teria gostado de tirar proveito do benefício moral deste evento para conquistar outras vilas para a sua causa e lutar contra os
ingleses, mas o Rei prefere reatar os contactos diplomáticos com o Duque de Bourgogne.
São assinadas tréguas que impedem todos os combates excepto em Paris. As vilas ocupadas por ingleses ou bourguignons submetem-se sem combater.
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7 - 8 de Setembro de 1429 - Após algumas operações militares em Senlis e Saint-Denis, e apesar das reticências do Rei, Joana lança um assalto a Paris (durante este assalto é ferida), mas os franceses são coagidos a retirar sem luta.
21 de Setembro de 1429 – Carlos VII reconquista as margens da Loire e dá ordens a Selles-sur-Cher de dissolver a armada.
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Últimas actividades militares |
Outros combates são levados a cabo por Joana d'Arc, por exemplo em Saint-Pierre-le-Moûtier cercado a 2 de Novembro de 1429 e, em Novembro e Dezembro do mesmo ano em Charité-sur-Loire onde Joana tenta sem sucesso conquistar a vila.
Com Joana reduzida à inacção, o Rei a recompensa pelos seus feitos enobrecendo a sua família e dispensando de todos os impostos os habitantes da sua aldeia.
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As negociações continuam entre o Rei e o Duque de Bourgogne.
Este último entra nas vilas de l'Oise, entre as quais Compiègne que recusa a sua autoridade. Joana decide então de retomar as hostilidades.
16 de Maio de 1430 – O Duque de Bourgogne mete o cerco em frente a
Compiègne.
22 de Maio de 1430 – Joana entra em Compiègne, de
noite, sem o que o inimigo o saiba, escoltada por mercenários italianos e de tropas reais comandadas por Xaintrailles de La Hire.
23 de Maio de 1430 – De manhã, durante uma
saída, Joana é capturada pelos Bourguignons.
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Joana prisioneira |
Durante sete meses, de 23 de Maio de 1430 a 23 de Dezembro, Joana está presa no Castelo de Beaulieu em Vermandois e no Castelo de Beaurevoir, perto de Saint-Quentin.
A 21 de Novembro, em Arras, ela é entregue a Henri VI, rei de França e de Inglaterra, do qual o Duque de Bourgogne é vassalo. A soma de 10000 écus foi quanto Henri VI pagou ao Duque de Bourgogne pela prisioneira. Até aí nunca um rei tinha pago tanto a um vassalo pela compra de um prisioneiro. O seu resgate é negociado por Pierre Cauchon, bispo de Beauvais e antigo reitor da Universidade de Paris, encarregado de a julgar da acusação de heresia.
A 23 de Dezembro Joana é fechada no castelo de Bouvreuil em Rouen. Prisioneira de guerra é guardada por ingleses numa prisão laica. Ao mesmo tempo é-lhe instaurado um processo em matéria de fé.
A 30 de Maio de 1431, com 19 anos, Joana d'Arc é declarada culpada no processo de condenação e é queimada viva em Rouen.
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