Há pontos em comum entre a vida de Cristo e a da sua serva, Joana d'Arc: a vida "oculta"; a vida pública de curta duração; a traição em troca de dinheiro; o processo injusto e a morte.
A Paixão de Cristo foi o grande momento da sua vida terrena, a de Joana foi a realização de toda a sua vida, a expressão da sua santidade. Aliás, ao lermos todo o processo de condenação apercebemo-nos da sua verdadeira personalidade e da dimensão da sua fé. No momento da sua morte Joana grita bem forte o nome de Jesus.
Joana foi vendida aos ingleses por uma fortuna! Para eles tratava-se de mostrar que Joana era uma herética, que não era uma enviada de Deus e que a coroação de Carlos VII fora conduzida por uma bruxa, assim, ele não era o Rei legítimo de França e a coroa deveria ir para o Rei de Inglaterra Henri VI.
O processo conduzido por Pierre Cauchon (também ele comprado pelos ingleses) foi ilegal uma vez que não havia sequer elementos essenciais à sua abertura. Neste processo Joana porta-se como uma santa, cheia de bom senso, de algum humor também, responde com coragem e habilidade. Confunde o jurado com a sua fé e pureza.
Contrariamente à lei, Joana esteve encarcerada numa prisão sob o domínio dos ingleses. Gozaram dela, maltrataram-na e chantagearam-na. Nunca teve advogado e o seu apelo ao Papa que deveria suspender de imediato o processo não foi respeitado.
Queimada viva a 30 de Maio de 1431 na Place du Vieux Marché em Rouen, Joana morre gritando o nome de Jesus. Um soldado inglês afirmou então, ter visto uma pomba elevando-se em direcção ao céu.
Cinzas lançadas
ao Rio
O coração de Joana d'Arc, resiste a todas as tentativas do carrasco de o reduzir a cinzas. Os seus restos foram jogados no rio Sena.
"Queimámos uma Santa" – diziam os ingleses.
Pelo menos nisto não se enganaram….
Oremos em Sua memória !
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